
Alta na arroba e custos de dieta elevam otimismo no confinamento bovino.
O setor de confinamento de gado de corte inicia 2026 com perspectivas elevadas de rentabilidade.
Segundo o levantamento Benchmarking Confinamento Probeef, da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a maioria dos produtores projeta um ano superior a 2025.
O estudo analisou 217 operações, abrangendo um rebanho de mais de 2,76 milhões de cabeças de gado.
Otimismo Sustentado pelo Mercado
De acordo com os dados apresentados nesta quarta-feira (06), 70,2% dos pecuaristas entrevistados esperam um desempenho melhor neste ano.
Apenas 6,3% preveem uma piora, enquanto 21,5% acreditam na estabilidade dos resultados frente ao ciclo anterior.
A percepção positiva é impulsionada pela combinação de preços de venda mais atrativos e despesas controladas com alimentação.
Principais Vetores de Oportunidade
O valor de venda da arroba é o principal fator de confiança para 62,86% dos produtores.
O custo dos insumos aparece em segundo lugar, citado por 52,38% dos participantes do levantamento.
A relação de troca atual favorece o confinador, com dietas em patamares estáveis e recuperação no preço final do animal.
Custos de Alimentação e Insumos
Segundo Felipe Bortolotto, gerente da Cargill, o milho e os coprodutos acessíveis são pilares dessa viabilidade econômica.
Entretanto, o executivo alerta que o cenário requer monitoramento devido a riscos geopolíticos.
Possíveis altas na ureia e fertilizantes podem impactar a percepção de custos nos próximos meses.
Eficiência e Gestão de Risco
Além do mercado, o produtor está mais atento à gestão interna da porteira para fora.
A gestão de risco na comercialização foi apontada como prioridade por 50,95% dos entrevistados.
Também ganham destaque a recria própria (45,71%) e a busca por melhor desempenho zootécnico (36,19%) para garantir a margem de lucro.

