
Brasil leva safra recorde e agro sustentável à COP 27
Alinhamento global e projeção de safra recorde
O Brasil reforça seu papel de liderança global ao conciliar segurança alimentar e preservação ambiental. O país apresenta seu modelo produtivo na COP 27, no Egito, em um momento em que a população mundial atinge 8 bilhões de habitantes.
A consolidação do país como potência sustentável ganha força com as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O 1º Levantamento da Safra de Grãos 2022/2023 indica uma colheita recorde de 312,4 milhões de toneladas.
Este volume representa um acréscimo de 41,5 milhões de toneladas sobre a temporada anterior. O crescimento vertical da produção sem abrir mão da sustentabilidade é o principal cartão de visitas nacional no evento.
Propostas do setor e base legal robusta
Uma comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou as prioridades do setor ao Governo Federal para subsidiar as negociações. O documento destaca pontos cruciais como o mercado de carbono e o financiamento climático.
“O foco está em ações de adaptação e na consolidação de uma agroindústria alinhada com as metas globais de redução de emissões.”
A sustentabilidade do agro brasileiro baseia-se no Código Florestal, uma das legislações ambientais mais rigorosas do planeta. Além disso, o Plano ABC atua diretamente na disseminação de tecnologias agrícolas de baixa emissão de carbono.
O setor produtivo trabalha para cumprir as metas assumidas pelo Brasil desde a COP 26. Entre os objetivos estão a redução de 50% dos gases estufa até 2030 e o desmatamento ilegal zero até 2028.
Tecnologia e inovação no estande brasileiro
O espaço do Brasil na conferência conta com suporte da CNI, CNA, ApexBrasil e Sebrae. O estande utiliza recursos tecnológicos para apresentar o potencial produtivo e a matriz energética limpa do país aos visitantes.
O público pode interagir por meio de palestras híbridas com tradução simultânea e experiências imersivas de realidade virtual. Telões de LED exibem dados que comprovam a viabilidade econômica do manejo conservacionista nacional.
Atualizações no Zarc blindam o produtor contra o clima
A Embrapa Agropecuária Oeste apresentou avanços no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), ferramenta que celebra 30 anos de política pública. A base de dados climáticos foi atualizada para refletir as novas dinâmicas de chuvas e temperaturas.
O sistema passou a considerar seis classes de solo, refinando a análise da Capacidade de Armazenamento de Água (CAD). A evolução metodológica resultou no ZarcNM, que avalia o manejo para mitigar os impactos da seca no campo.
A pesquisa aponta que tecnologias conservacionistas elevam a produtividade média em mais de 33% ante o sistema convencional. O manejo adequado estimula o crescimento radicular profundo, garantindo resiliência contra estiagens prolongadas.
Recursos naturais e ativos financeiros no campo
A gestão hídrica e os novos modelos econômicos também ganharam destaque nos debates do setor. A cobrança pelo uso da água na agropecuária foi apontada como pauta vital para garantir a sustentabilidade das bacias hidrográficas.
No âmbito dos negócios, o mercado de crédito de carbono consolida-se como uma nova fonte de rentabilidade. Produtores que adotam sistemas sustentáveis conseguem transformar a preservação ambiental em um ativo financeiro estruturado.
Especialistas reforçam que o manejo de precisão e a tecnologia vão além das exigências para seguro e financiamento. Essas práticas tornaram-se ferramentas indispensáveis de gestão para garantir a segurança jurídica e econômica da atividade agrícola.

